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segunda-feira, 21 de agosto de 2017

PELO SANGUE DOS INOCENTES.

PELO SANGUE DOS INOCENTES.
A base do sistema é a sociedade civil em sua essência.
Não existe sociedade sem governo, tampouco o oposto disto.
Todo governo, assim como suas instituições, só sobrevive porque a sociedade trabalha e produz. Quando algo impede a funcionalidade deste mecanismo surge a injustiça, a desordem e a falta da liberdade.
Governos foram basicamente criados para administrarem e regularizarem os interesses comuns do povo que os elegeu com legitimidade.
A história mostra claramente o fim que tiveram aqueles que se julgaram mais espertos ou poderosos impondo ideologias, inevitavelmente coroadas por fragorosos fracassos que custaram milhares de vidas inocentes, brutalmente assassinadas.
É claro que falar é bem mais fácil do ter vivido tudo isto.
Porem nem todo político é ruim ou não presta. Atrás de um título, seja ele qual for, existe sempre um ser humano como qualquer um de nós, que erra, acerta, e que um dia também foi uma criança muito amada. Quando um homem é escolhido para representar a maioria e decidir por ela, não importam seus conhecimentos, mas sim sua sabedoria que deverá ser imparcial e sempre distante de qualquer tipo de aliança espúria.
Todo líder inteligente, seja político ou religioso, sabe que isto é verdade.
Que as tribunas sirvam aos políticos, da mesma forma que os púlpitos dos templos aos homens que pregam pela fé, que isto jamais de misture e que acima de tudo cada um de nós saiba o seu devido lugar em nome de uma vida melhor para todos que ainda estão nesta terra.
As ideologias estão matando.
Não importa qual sejam as escolhas, ninguém tem o direito sobre a vida do semelhante a não ser Aquele que a concedeu.
Diante de tanta ignorância o que importa mesmo é que não saiamos por aí enxergando a vida por meio de olhos que não sejam os nossos, perdidos em julgamentos confusos, ouvindo mais aos homens do que ao Deus que em nós habita.
O Criador propôs um mundo maravilhoso mas o homem, com sua presunção, ambição, desconfiança, arrogância, egoísmo, ódio e violência, está se incumbindo de transformar este lindo jardim em uma praça de guerra, de intolerância, manchado de sangue.
SERGIO BUCCINI.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Ler por quê?

Ler, por quê?
Atitudes inteligentes são importantes, dinamizam a vida, porque quase sempre têm sua origem na essência do saber.
Quem lê, e entende aquilo que lê, não perece nas garras das crenças e ideologias totalitaristas.
Quem lê, e entende aquilo que lê, sabe que o verdadeiro conhecimento precisa de renavoção, assim como a água da fonte que nos mata a sede.
Ler, por quê?
Porque quem lê, e entende aquilo que lê, se liberta.

Sergio Buccini.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

DESCONECTANDO

Eu estava escrevendo um texto sobre a importância dos professores em nossas vidas e de repente meu editor de textos encarregou-se de deletar tudo, simplesmente assim, do nada!
Então, fugindo à regra do solene palavrão, optei por refletir sobre quantas vezes tocamos nossas guitarras nas ultimas semanas, e quantas vezes acessamos as redes sociais no mesmo período em busca de....sei lá o que?
É sim, tem tudo a ver!
Por qual caminho estamos conduzindo nossas vidas? Por que a necessidade da constante...aprovação?
Quem de fato esta nos controlando, ou quem queremos controlar?
Até onde sei, li e estudei, Wolfgang Amadeus Mozart, Platão, Michelangelo, Leonardo, produziram a riqueza da qual nos alimentamos até hoje - mesmo sem reconhecermos - nos momentos de plena solitude.
Sergio Buccini.



quarta-feira, 28 de junho de 2017

VAMOS PROSSEGUIR ?

Aos 10 anos eu só ouvia. Aos 12 eu já sabia que aquilo faria parte da minha vida para sempre...assim foi.
Depois de cumprir as tarefas escolares o tempo era todo dedicado à música. Rádio, fitas k7, compactos, o que viesse era sempre muito bem vindo. 
Os anos foram passando e as reuniões aos sábados na casa dos amigos para "curtir um som", ouvir o novo LP que alguém havia adquirido, era ritual sagrado. Mas, somente ouvir já não bastava.
O velho violão foi "transformado" numa guitarra - dá pra imaginar? - e a vitrola stereo, com a valiosa ajuda do técnico de TV, em um amplificador. O que eu tirava de Hendrix era tudo ali. Ah!...o pedal Wah Wah distortion que ganhei de meu avo materno foi imprescindível.
Felizmente não demorou muito para que aquela improvisação grotesca fosse devidamente substituída por uma guitarra de verdade, minha primeira guitarra aos 15 anos de idade. Presente de meu amado pai - que como amante de boa música tinha bom senso em preservar os ouvidos - e que sempre nos incentivará por demais.
Aos 17 anos eu era o baixista do Magma, Giuseppe Lenti o guitarrista e meu irmão, amado irmão Nandi, o batera - um dos melhores de Sp na ocasião. Não haviam duvidas sobre.

Porem, em uma noite fria de outono Nandi teve de voltar pra casa mais cedo e então, o que ficou, foi apenas o silêncio da saudade.
Mas, uma vez infectado pelo vírus mortal do rock'n'roll... já era! Você jamais será o mesmo, jamais será "normal" ....GRAÇAS À DEUS!!!!!!!!!!!!
Não havia internet para pesquisas, tecnologia digital, tampouco bons instrumentos para se adquirir, aliás, raros e caríssimos quando disponíveis. Mas havia tesão, garra! Vontade de fazer música, sem a preocupação com o sucesso e o dinheiro, sem a doença da competitividade. Alvo obvio dos medíocres. Era coração, somente isto. Basta olhar com sinceridade para todas as composições desta época para que se confirmem os fatos. Somente o fruto do coração, daquilo que se faz com a alma, resiste ao tempo.
Lamento muito chegar até aqui e assentir com a triste verdade de um Brasil sem memória. Lamento muito saber que bailarinos estão deixando o país, orquestras estão sendo extintas e bandas notáveis simplesmente evaporadas. É como já disse anteriormente: a quem realmente interessa que este país perca sua identidade?
O que hoje temos é muito se comparado às restrições do passado, mas ainda assim estamos sucumbindo, fechando lojas e vendendo nossas legítimas conquistas para sobreviver. Não para viver, mas apenas para sobreviver. Até quando?
Muito triste.
Fé, muita fé em Deus, consciência e fraternidade. Só assim haveremos de conseguir.


SERGIO BUCCINI.



segunda-feira, 17 de abril de 2017

COMUNICADO

Este Blog conta atualmente com apenas cinco publicações, as quais qualifico como sendo as mais importantes para o momento. As demais foram temporariamente retiradas.
Espero que você possa tirar algo de valioso de meus estudos.
Sergio Buccini.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

NO TRABALHO



NO TRABALHO:
Quando alguém lhe der trabalho ou lhe ajudar a encontrar um, saiba, esta pessoa gosta de você, portanto:
Seja você mesmo, não queira parecer-se com alguém, aja sempre com naturalidade, descontraidamente.
Aceite as pessoas como elas são, isto torna a convivência mais fácil.
Não priorize tuas necessidades, os outros também as têm. A cooperação é o óleo que azeita a máquina.
Nunca despreze os mais velhos, eles abriram caminho e chegaram antes onde você um dia também vai chegar.
Cuidado para não prometer além do que podes cumprir. Respeite seus próprios limites. Um líder, ou chefe de verdade, saberá compreender e ainda lhe compensará pela sinceridade.
Deixe as críticas para as reuniões, mas traga-as sempre acompanhadas das respectivas soluções.
Se você é chefe, ou líder, lembre-se que esta condição só o torna mais responsável que os demais. Saber que as pessoas se alegram na sua presença pode ser um indicativo positivo em relação as suas decisões.
Se você for o cargo mais singelo da empresa, orgulhe-se, porque embora não pareça muita gente precisa de você. Uma pequena engrenagem faz parte do bom funcionamento do sistema como um todo.
Se tiver de comentar sobre alguém, faça-o, mas sem denegrir, do contrário, cale-se. Isto o fará voltar mais leve para casa.
Nos momentos difíceis, jamais tenha vergonha de pedir ajuda, pois todo mundo já passou por isto. A solidariedade pode ser a porta da frente de uma grande amizade.
Respeite seus superiores, pois eles devem ter um motivo para estar onde estão, embora não sejam deuses. Esteja atento.
Jamais tripudie do menos favorecido, isto pode lhe custar caro, pois pessoas inteligentes não falam muito mas costumam enxergar além do que seria habitual para os demais.
Esqueça a intimidade, deixe-a para ocasiões onde o foco não seja "trabalho", seja profissional. Não ser intimo não implica em ser sisudo, austero. Se liga!
Se teu superior te amedronta, calma, fique tranquilo. O problema não esta em você e sim nele. Se ele fala e poucos entendem, também: o problema é ele!
Se fores um líder, um chefe, pergunte a si mesmo se seus funcionários te respeitam porque te admiram ou porque têm medo de ti.
Se fores um chefe, um líder, lembre-se de que só estas nesta posição porque precisas comandar os demais. Sem eles você não existiria. Seja humilde, trate-os bem para que um dia possam substitui-lo lhe proporcionando muito orgulho. Não lhes imponha metas que você sabe ser impossíveis de se atingir, seja consciente.
Não se ache o máximo, tem gente que sabe mais que você, só não teve uma chance como a tua.
Não preste atenção nos que falam muito, nos ilusionistas da verbalização, em geral o intuito é manipular a favor de sí mesmos. Valorize pessoas pelas obras que você mesmo consegue ver.
Se acima ou abaixo de ti existe alguém do tipo que julga todo mundo e ainda dá a sentença, atenção, evite pessoas assim. São inseguras e precisam evidenciar o erro alheio para que se auto-afirmem. Em geral são presunçosas e arrogantes, quando contrariadas, se tornam agressivas e desequilibradas na razão. Se este for teu líder, teu chefe, pense bem: não se humilhe. Antes tomar novos rumos do que perder o animo, a dignidade, e a saúde.
Enfim, quando procurarem por ti, pelo local onde trabalhas, abra-se com alegria, bom animo e fraternidade. Ofereça o teu melhor, sempre feliz e agradecido a Deus por ter sido a tua porta, dentre tantas, a escolhida. Lembra-te: daí vem o teu pão.
Agradeça mais, reclame infinitamente menos.
SERGIO BUCCINI.

FOTOGRAFIA DE MANOEL MARTINHO DOS SANTOS


quarta-feira, 9 de março de 2016

COMO FUNCIONA SUA GUITARRA.


Você sabe como funciona sua guitarra elétrica ou baixo de corpo sólido?
Precisamos mesmo de tanto dinheiro para possuir um bom instrumento?
Esclareçamos este processo de forma científica, direta e descomplicada.



Sob a visão da Ciência.

Primeiramente, deve-se considerar a fisiologia individual de cada espécie de madeira a ser usada, e trabalhar combinações de diferentes densidades entre elas para a construção do corpo e braço. Isso tudo sob efeito do fenômeno da ressonância, definirá as características e as qualidades essenciais do instrumento.  
Entendamos o conjunto de corpo e braço como uma só coisa, um "complexo" ou "sistema" passivo, até que se faça a vibração das cordas.
A física explica o conceito da guitarra elétrica de corpo sólido através do fenômeno da ressonância que se dá quando a frequência transferida de vibração das cordas para o complexo corpo/braço for idêntica a frequência de vibração contida no mesmo, fazendo todo o "sistema" oscilar em amplitude máxima de ondas mecânico/acústicas ou "energia vibracional", a alma que da vida ao instrumento.
Assim surgem os sons e seus harmônicos, os timbres e a sustentação que, por sua vez, é diretamente relacionada à intensidade e tempo de dissipação das ondas no complexo. Quanto mais tempo houver para que se dissipem estas ondas, maior será o período de sustentação sonora, a presença do som vivo no instrumento.
Os timbres  graves, médios e agudos naturais, voz do instrumento, se subdividem em frequências que atuam simultaneamente -  frequência fundamental e harmônica - , que são múltiplos da frequência fundamental. 
Compreendida e dominada a mecânica destes conhecimentos, é possível construir uma guitarra elétrica garantindo timbres e sustentação de boa qualidade ao instrumento, sem a dependência de madeiras específicas.
No entanto, faz-se necessário que sejam apropriadas para o uso, considerando mecanicidade, robustez, estabilidade e maleabilidade. 
Um instrumento para ser bom precisa estar fundamentado nesta máxima. Auto custo, nem sempre significa qualidade. 
Madeiras de reflorestamento também contém as mesmas propriedades daquelas já consagradas pelas indústrias. Basta pesquisar.

Testando com simplicidade.

Ao fazer um diapasão em Lá (440hz) vibrar com a extremidade apoiada à superfície do corpo do instrumento montado, mesmo que sem as cordas, teremos frequências de vibrações de ondas sonoras atuando por um determinado período de tempo de acordo com a proporção de massa por cm3 representada pelo sistema.
As nuances destes sons produzidos variando entre graves e agudos identificam as "particularidades tímbricas" do instrumento, aquilo que podemos chamar de "voz"; enquanto a intensidade e tempo de duração diz respeito a sustentação natural do som neste sistema.


Considerando: 

Se analisarmos cinco guitarras de mesmo modelo,  procedência de fabricação e madeiras similares em espécie, teremos cinco resultados sonoros diferentes entre elas, que poderão variar entre sons mais quentes e/ou cerâmicos, e também menos ou mais intensos e encorpados. Isto se deve ao fato de que a densidade encontrada em cada um dos instrumentos nem sempre será coincidente. 
Seja qual for a espécie da madeira, variação de densidade influi na riqueza dos timbres e na intensidade de sustentação sonora. 
Nota importante:
Um Maple base de árvore timbrará e sustentará sons de forma adversa se comparado com a mesma madeira extraída do topo desta árvore para fins similares.
Vale enfatizar que esta é apenas uma forma mais simples de comprovação dos fatos, não tendo correlação com a técnica do tap-tuning, restrita ao momento da escolha da madeira para confecção do instrumento pelo artesão.
Lembrando: Quanto menos colagem houver no processo de construção do instrumento, mais perceptíveis serão esses resultados.

Conclusão:

Uma vez respeitada as regras acima descritas, se desejarmos fazer uma replica de strato, não precisamos das madeiras que originalmente as caracterizam para conseguirmos resultados idênticos aos das originais.




Trastes:

Diferenciados por medidas e composição de matéria-prima, são de máxima importância.
Se inadequados ou lesados comprometem a clareza dos timbres, impedem bends, vibratos e abreviam drasticamente a sustentação das notas.
Refletem quase sempre as condições de alinhamento do braço do instrumento. Portanto,  não existem condições de boas regulagens sem um braço perfeitamente alinhado, e que isto jamais se confunda com eventuais ajustes de tensor, espécie de "coluna vertebral" do braço do instrumento.

Aplicação:
Levando-se em conta um perfeito alinhamento de braço, para escalas de raios mais abertos, de 12" a 16"polegadas,  a escolha de altura e largura dos trastes é mais democrática, enquanto para escalas de raios mais fechados, de 10" para baixo,  os trastes de perfil "light" são sempre mais indicados.
Neste último caso, fique claro que, exceder medidas é até possível, desde que se adote uma ação bem mais alta para as cordas.
De uma forma ou de outra, mantê-los sempre íntegros é fundamental para o bom rendimento do instrumento.


Captadores Magnéticos ou Pickups.

Captadores ou pickups, single-coils ou humbuckers, são bobinas que com polos ou núcleos magnetizados envoltos por várias voltas de fios de cobre, captam vibrações, ondas mecânicas, geradas pelas cordas sobre o complexo corpo/braço da guitarra e as transformam em sinais elétricos, na sequência amplificados. 
O fenômeno ocorre quando o campo magnético gerado em torno da bobina é estimulado pelas variadas frequências de vibrações das cordas gerando "impulso elétrico". 
Ou seja, ondas mecânicas convertidas em ondas elétricas.
O material empregado na construção de captadores varia, mas a função é uma só: "microfones", que leem a voz do instrumento.
Cerâmicos imantados, ou Al-Ni-Co, ligas de ferro contendo  aluminio, niquel e cobalto,  diferem-se pela sofisticação na composição material, poder de indução magnética e fórmula de montagem, mas são sempre simples bobinas. 
Devem exaltar a excelência da guitarra,  jamais sobrepujá-la. 

Basta lembrar que na época em que foram produzidas excelentes guitarras atualmente consideradas "Vintage autênticas", não se dispunha de quase nada do que hoje é tido como que "absolutamente imprescindível". 

Por que substituir captadores? 


Para resolver insuficiências de timbres e sustentação de uma guitarra, novos captadores podem representar possível solução, porém mesmo quando a opção apontar para os customizados deve-se primeiramente considerar as "carências e/ou deficiências" individuais do instrumento em questão, do contrário a escolha nada somará, transformando a iniciativa em mera "aquisição cosmética". 
O segredo não está no produto ou instalação, e sim na receita ideal para cada caso. 

Resumindo, captadores são" parte de um todo", e a eles cabe a função da leitura do processo de funcionamento físico da guitarra em si, com força, clareza e com o  mínimo de interferência ruidosa possível.
Depois é instrumento no ampli e muita dedicação, como era antigamente, quando tudo começou.
Lembrando: O prato principal é que origina seu "tempero"!

Atenção.
Guitarra não é só imagem, pois interage com o músico, precisa transcender o valor plástico para atingir seu propósito essencial. Fazer música.
Ao se adquirir corpos, braços e captadores sem a observação cuidadosa mencionada,  a probabilidade de sucesso fica legada a um golpe de sorte.
Experimentos criativos e suas eventuais contribuições são louváveis, mas é preciso cautela e muito bom senso até para arriscar. 
Quando dispõe-se da liberdade de escolha com base no conhecimento cientifico fica bem mais fácil de se optar.
Desta forma, menos reféns da voracidade do corporativismo, obrigamos os mercados a se profissionalizarem de fato, cerceando espaço ao oportunismo e proporcionando melhorias autênticas ao adeptos do segmento.


Mensagem Final.


Didaticamente bem orientado, passa-se a tocar melhor. 
Seja você profissional ou amador, estou dando uma dica para poupar tempo e trazer mais satisfação à relação homem/guitarra.
É hora de começarmos a viver uma vida mais franca e simples, porque só assim poderemos conhecer a plenitude desta dádiva.
Quando nos libertamos da complexidade do pretenso saber, e 
substituímos mitos pela consciência, nos tornamos mais leves, autênticos, livres de fardos que pesam e atrasam nossos passos. Caminhamos mais sinceros e aproveitamos com intensidade a graça e a experiência da vida.

SERGIO BUCCINI.



Citando George Bernard Shaw:

_"É impossível haver progresso sem mudança, e quem não consegue mudar a si próprio não muda coisa alguma."









segunda-feira, 6 de abril de 2015

LUTHERIA, ARTE E CIÊNCIA - CONCLUSÃO





NOTA:

Desenvolvo meus estudos para difundir e dividir conhecimento com pessoas interessadas por um futuro mais nobre para a indústria de instrumentos e o oficio da luteria.
As conclusões aqui apresentadas são autodidatas e procedem de pesquisas empíricas desenvolvidas nos últimos 8 anos em minha oficina de luteria de São Paulo.
Não tenho qualquer pretensão em derrogar conceitos já existentes, muito menos atribuir deméritos à tudo que já tenha sido feito com ciência e profissionalismo neste ramo. 
A finalidade é aqui "adicionar".
Sergio Buccini.


REFLEXÃO:

Até quando será correto continuar com as chamadas "madeiras nobres" para nossos instrumentos?

Derrubada de mata nativa
O constrangimento com esta situação, o fato de não pactuar com a agressão à natureza, com a pilhagem da matéria-prima procedente de nossas florestas, aguçou minha busca por novas opções de madeiras que viabilizassem a fabricação de instrumentos e ainda fossem plenamente passíveis de reposição ambiental. Que substituíssem as espécies atuais sem que perdêssemos os resultados já alcançados.  



A quantidade de opções surpreendeu-me.
Trabalhadores e artesãos da madeira precisam compreender o quão melhor será quando pudermos contar com a independência de matéria-prima, sem que tombe novamente uma só arvore sequer pertencente à mata nativa.
Diferente de reflorestamento, que se caracteriza pela "recuperação" do meio ambiente, vejo a solução definitiva no plantio independente ou, fazendas de cultivo de madeira para fins industriais.
Estas lavouras já existem mas carecem de estímulos para garantir a matéria-prima de um futuro próximo, sem danos à natureza.
Trata-se de uma questão de consciência e responsabilidade.



ALTERNATIVAS VIÁVEIS

No Brasil, dentre tantas espécies, contamos com madeiras como a Teca, Cinamomo,  Grevíleas, Pinus Elliotti, excelentes para a finalidade em questão.


Desenvolvem-se fácil e rapidamente sob nosso clima, apresentando rápida secagem após o corte, aspecto agradável além de excelentes propriedades físico - mecânicas para trabalho.
Como estas, muitas outras espécies de características similares, algumas oriundas de famílias nobres como mogno e o cedro, permitem o prosseguir da produção de instrumentos e ainda agregam consciência à nossa causa.
Destaque para a atuação inteligente e meritória de empresas de pesquisa e desenvolvimento na  área de meio ambiente como a Universidade da Floresta, propriedade de Otávio Cafundó.

"...A Universidade da Floresta é uma empresa de pesquisa, desenvolvimento e formação complementar de profissionais da área de meio ambiente, e que também comercializa produtos relacionados às suas atividades tais como materiais didáticos, sementes e mudas nativas, ferramentas e equipamentos de uso profissional. Seu intuito é o oferecer cursos e treinamentos tanto na área técnica quanto na gerencial, a fim de preencher a grande lacuna existente entre o saber acadêmico e a prática profissional, alavancando o ingresso dos alunos no mercado de trabalho." Otavio Cafundó.


http://www.universidadedafloresta.com.br/institucional

Nova área de produção do Viveiro Universidade da Floresta pronta para a nova safra de mudas nativas da temporada 2013/2014!
Para validar a eficácia destas espécies no oficio da luteria foram precisos alguns anos de pesquisas e experimentos científicos, análises criteriosas e muita paciência, que acabaram gerando a construção de instrumentos experimentais, até que adentrássemos o átrio da certeza.
Viver na zona de conforto pode ser cômodo, mas é uma postura extremamente nociva ao desenvolvimento de novos conceitos.





Instrumento experimental, corpo e braço totalmente desenvolvidos em
Eucalyptus Grandis .

MADEIRAS E PROPRIEDADE

Aspectos como tonalidade, amplitude de oscilação de frequências sobre a matéria, resistência mecânica, foram exaustivamente explorados sobre variados tipos de madeiras, sempre mantendo muita atenção para o tipo de corte empregado nos experimentos, pois influem consideravelmente sobre os resultados obtidos. 
Em síntese, não desejo neste instante aprofundar-me no vasto universo da física ou da dendrologia, mas enfatizo a importância de se compreender, distintamente, a verdadeira influência das madeiras sob efeito do fenômeno físico da ressonância no processo de elaboração do instrumento de corpo sólido. No caso, em especial, madeiras alternativas de plantio independente.

Todas as espécies de madeiras, sem exceção, têm suas próprias características físico-orgânicas, representadas por Elementos Anatômicos que classificam, qualificam e definem as propriedades de cada uma delas.
A principal e "mais variável" propriedade da madeira é a densidade, determinada pelo grau de concentração de massa por volume, ou seja: Kg/m³.

Normalmente contamos com densidade Aparente que soma o fator umidade à massa total, e a densidade Básica,  já com o percentual de umidade deduzido do peso bruto.
Quando as características sobre densidades são compreendidas, combinadas entre si, e agregadas proficientemente a outros detalhes fundamentais inerentes ao processo de construção do instrumento, temos a excelência nos resultados sonoros que evidenciam timbres e sustentação, segundo as variáveis em questão. Um axioma que, uma vez aceito e dominado propõe ao artesão a liberdade de escolha da matéria-prima, eliminando a dependência de se trabalhar com madeiras especificas, muitas em processo adiantado de extinção.

Para efeito comparativo, menciono no primeiro grupo abaixo a densidade média "básica" de algumas espécies bem conhecidas para a fabricação de instrumentos, enquanto o segundo grupo, sob o mesmo prisma, agrupa alternativas.

PRIMEIRO GRUPO:

Alder - 450kg/m³r
Swamp ash -  481 a 538kg/m³
Maple 645kg/m³
Mogno de Honduras - 590kg/m³

                                                                                 
              
Pau-Marfim - 730kg/m³
 
Mogno Brasil ( Swietenia macrophylla )- 630kg/m³
                                          
SEGUNDO GRUPO:

                                                 
Cinamomo - 610kg/m³
Grevilea - 590kg/m³

Teca - 660kg/m³



                                   
Eucalyptus grandis - 710kg/m³
Pinus Elioti - 480kg/m³
      

       
  




A FÍSICA E O FENÔMENO RESSONÂNCIA NO INSTRUMENTO DE CORPO SÓLIDO

Definidas as madeiras para corpo e braço através dos testes de combinação das densidades entre si, assim como o padrão de corte, a física entra em ação.
O fenômeno ressonância ocorre quando a frequência de vibração das cordas é idêntica à frequência de vibração contida no conjunto corpo/braço, fazendo com que todo o "sistema" oscile em amplitude máxima de ondas acústicas ou, "energia vibracional".
Como consequência, teremos os sons e seus harmônicos que definem os timbres do instrumento, enquanto a sustentação fica diretamente relacionada ao binômio "velocidade - tempo" de dissipação das ondas.
Quanto mais tempo houver para que se dissipem as ondas, maior será o período de sustentação, ou, a presença do som vivo no instrumento.

Ressonância x Densidade = Energia Vibracional.
Daí a importância das "propriedades da madeira".
Lembrando que, alternando madeiras podemos criar ou simular vários timbres, mas é preciso critério rigoroso para que esta liberdade não comprometa a "sustentação sonora".

Peças e assessórios, se de qualidade, apenas evidenciam estas propriedades.


CONSIDERANDO SOLUÇÕES

Madeira de plantio independente.
Sim, nossas guitarras podem advir desta fonte sem qualquer tipo de risco.
Além das espécies citadas no corpo desta matéria, nas guitarras apresentadas por este projeto também lançamos mão da reciclagem. Usamos restos, sobras úteis de madeiras já desprezadas, refugo, sempre respaldado pela comprovada teoria:
Ressonância x Densidade = Energia Vibracional.

Reciclagem aplicada em grande escala, permite que se faça o tempo necessário para o surgimento de novas áreas de plantio independente, novos programas de sustentabilidade, reflorestamento, recuperando paulatinamente espaços devastados pela execrável ganância do ser humano.
Com isto, damos um basta ao desmatamento e acrescentamos mais virtude,  uma aura mais nobre e inteligente ao nosso trabalho, tanto para a indústria dos instrumentos, como para a arte da luteria.


 
CONCLUSÃO

Graças a Deus, ainda estamos aprendendo.
Gostaria de esclarecer que só estou acendendo uma luz numa sala escura que já estava de portas abertas há muito tempo.
Por experiência posso garantir que todo aquele que pensa que controla, domina e conhece alguma coisa por completo, ainda não despertou, e lá no fundo da alma, convive constantemente com o medo e a incerteza.

Com estudo sério e trabalho duro, através da arte da luteria, 
ofereço o que tenho de melhor para a profissão que deverá prosseguir, mesmo quando eu não mais estiver por aqui.
Terei assim efetivado minha parcela de contribuição para com a obra do Divino, meu tributo a Deus, a quem devo simplesmente tudo.


SERGIO BUCCINI.



Pinus Elliotti
Minha preocupação com o uso indiscriminado das madeiras nobres gerou este estudo que,  por sua vez, deu origem ao nosso mais novo projeto de guitarra.

Dando formas à guitarra
Guitarra finaliza - montagem de pré-teste para gravações

Guitarra finaliza - montagem de pré-teste para gravações
MONTAGEM DE CONFERÊNCIA

FINALIZADA
AGUARDANDO ACABAMENTO
PINTURA CUSTOMIZADA BY MUSICKOLOR BRAZIL
PINTURA CUSTOMIZADA BY MUSICKOLOR BRAZIL




 

















  

































quarta-feira, 3 de abril de 2013

LUTHERIA - ARTE E CIÊNCIA

THANKS FOR WATCH YOUTUBE VÍDEO
http://www.youtube.com/watch?v=q6forHCTNPk

http://www.youtube.com/watch?v=3P4oqcJ95u4

https://www.youtube.com/watch?v=4u2zXGR6syw

https://www.youtube.com/watch?v=gxCR9AdUjgI



Nosso mais recente projeto de guitarra.
Você poderá compreender a verdadeira influência da madeira na construção do  instrumento de corpo sólido, e conhecer a proposta ecológica que expõe um futuro mais autêntico para a arte luteria.
Verá que uma guitarra não precisa ser sofisticada para dar conta do recado.
Apresentamos uma guitarra desenvolvida com critérios, e especialmente dirigida ao público brasileiro, uma homenagem a todos que acreditaram na força de nossa arte.
As conclusões aqui apresentadas, autodidatas, procedem de estudos,  pesquisas e experimentos, desenvolvidos e apurados nos últimos 5 anos em nossa oficina de luteria em São Paulo.
Não há qualquer pretensão de insurgir-se, ou derrogar conceitos já existentes, tampouco atribuir demérito a tudo que já tenha sido feito com ciência e profissionalismo neste ramo.
A finalidade é "acrescentar".

Agradecimentos sinceros aos amigos, músicos guitarristas, os únicos que podem conferir propriedade, autenticando o sucesso de uma verdadeira obra de luteria, e
que, com respeito e consideração,  abraçaram espontaneamente nossa causa desde o princípio.

 Renato George Roscani, João Paulo Araújo, Denis Salgado, e Vinicius Cavalieri.
Eternamente grato.
S.B



Guitarra:

Sempre foi um tema fascinante, e igualmente polêmico.
Durante 23 anos como luthier profissional em São Paulo, e 44 desde minha primeira guitarra, pude testemunhar muitos comentários e opiniões à respeito deste assunto. Alguns construtivos, outros absolutamente perdidos e incoerentes
Por considerá-lo um misto entre "arte e ciência", em constante estado de aprimoramento, acho prudente que saibamos separar aquilo que tem fundamento do resto que não passa de insensatez.
Depois disto, que cada um abrace sua crença.
Afinal conhecimento só é legal quando você tem utilidade prática para ele e ainda consegue dividir, ajudando outras pessoas com isto. Do contrário é bagagem inútil.

A Arte:

É preciso conhecer, entender e dominar com proficiência os temas que envolvem esta profissão.
Algumas ciências aplicadas, como  física, matemática e química, aprendemos por meio de cursos especializados, mas na arte da luteria, só a experiência, trabalho duro, fracassos, vitórias, persistência, sacrifício e humildade maturam e autenticam o artista-profissional. Diploma neste ofício, só a escola da vida nos confere, e por meio de anos e anos de muito empenho e trabalho duro.
É sobre isto que aqui falamos.
Na minha opinião, Luteria é aprendizado e exercício diário. Combinação perfeita entre arte e ciência, que exige aprimoramento constante, ad eternum.
Empírica, porque se fundamenta em experimentos científicos, mas igualmente intuitiva; daí a arte. Algo que emerge da alma, inspirado pelo Divino.
Mas, para que se eliminem as discordâncias, é imperativo que primeiramente entendamos os princípios funcionais de uma guitarra elétrica de forma não subjetiva, por meio de princípios físicos que alicerceiam à arte assim como o restante do mundo que nos cerca.

A Ciência:

Em síntese, a física explica o conceito da guitarra sólida, através do fenômeno da ressonância. 
Dá-se o fenômeno quando a frequência de vibração das cordas for idêntica a frequência de vibração contida no conjunto corpo/braço, fazendo o sistema todo oscilar em amplitude máxima de ondas acústicas ou, "energia vibracional".
Como consequência, teremos os sons e seus harmônicos que definem os timbres do instrumento, enquanto a sustentação ficará diretamente relacionada à velocidade/tempo de dissipação das ondas.
Quando mais tempo houver para que se dissipem as ondas, maior será o período de sustentação, a presença do som vivo no instrumento.
Daí a importância das "propriedades da madeira", como veremos.
E os captadores?
Aos captadores cabe a função da leitura do processo em si.

Madeira, a matéria prima:

Com 19 anos de estudo autónomo sobre "madeiras" descarto a insana pretensão de mergulhar fundo no tema, que é vasto, denso, subdividido, repleto de considerações e particularidades. 
Todas as espécies de madeiras têm suas próprias características físico/orgânicas, representadas por Elementos Anatômicos que, classificam, qualificam e definem as propriedades de cada uma delas.
A principal, e "mais variável" propriedade da madeira, é a densidade,  grau de concentração de massa em determinado volume, ou seja, kg/m³. 
Tais características e propriedades, quando "elaboradas" e agregadas a outros detalhes importantes inerentes ao processo de construção do instrumento, definem os resultados sonoros almejados para o produto, e apontam as diferenças entre timbres e sustentação, segundo as variáveis em questão, como representado por meio de três pequenos exemplos, a seguir:

Exemplo A:

Três blocos distintos da madeira X, da mesma espécie , e de idênticas dimensões.
Se, em função da origem, período de corte e zona de plantio, as respectivas densidades forem desiguais, constataremos disparidade de energia vibracional entre eles no decurso do processo físico de ressonância.
Para que fique mais fácil de se compreender na prática:
Você entra numa loja e se depara com uma parede enorme, repleta de guitarras idênticas. Mesma marca, mesma série, mesmo ano, compostas pelas mesmas combinações entre madeiras, mesmos pick-ups, diferenciadas apenas pela cor.  Passa 3 horas experimentando cada uma delas para achar "aquela", cujos timbres e sustentação superaram expectativas.
Por que? Porque madeira é tudo igual?
Para mensurar esta verdade, não é preciso grande aparato tecnológico, pois já viemos equipados de fábrica com um bastante bom; nosso próprio sistema auditivo, que quando acompanhado por uma boa dose de bom senso faz toda diferença.
Atualmente, uma linha de produção não permite certos requintes, mas técnicas como a centenária "Tap Tuning", nos possibilitam prever e imputar qualidade tonal ao instrumento antes mesmo de iniciá-lo.
Para os que ainda não se utilizam desta técnica, ou nunca ouviram falar,  recomendo uma rigorosa pesquisa sobre o tema.
Isto sim pode representar uma "novidade importante" para os
aficionados.

Exemplo B:

Dois blocos de madeira X, oriundos da mesma árvore, de idênticas dimensões, mas de pontos diferentes.
Caso o corte da base apresente mais densidade que o corte do topo, ao usá-los indiscriminadamente, ignorando diferenças de formação anatômica, teremos respostas de dinâmica tonal desiguais entre eles, respectivamente.
Todos já devem ter visto isto; instrumentos idênticos da mesma marca, mesma família de madeira. Um leve, outro ligeiramente mais pesado; mas que apresentam timbres e sustentação diametralmente desiguais.

Exemplo C: ( Nosso Projeto )

Três guitarras idênticas, equipadas com a mesma captação.
A primeira com Maple e Alder, a segunda com Cedro e Pinho (Guitarra do Vídeo) e a terceira em Cedro e Marfim.
Neste caso, mesmo que diferentes entre si, se a seleção das madeiras e a interpretação das características físico/orgânicas de cada bloco empregado, for efetuada com critérios científicos, é possível, caso assim se pretenda, reproduzir-se resultados sonoros idênticos entre os três instrumentos.
Reforçando: caso assim de pretenda! Que fique bem claro.
Embora, por princípio, cada madeira tenha sua própria "voz", o que define a identidade sonora do instrumento são as propriedades e características físico/orgânicas das espécies empregadas e a combinação inteligente entre elas e suas respectivas densidades. 
O restante fica por conta do esmero da construção.
O grande segredo dos melhores instrumentos da história da humanidade, esta representado pelo fator "DENSIDADE".
Quando se domina a conjugação destes itens e fatores, o céu é o limite. Conseguimos até replicar e melhorar os timbres e a sustentação de um clássico do mercado usando madeiras totalmente diferentes das originais de fábrica.
Quem tocou nas guitarras de Sergio Buccini, principalmente as feitas de 12 anos pra cá, conhece esta verdade bem perto.
Resumindo nossa tese; não são todas iguais, mas, qualquer boa madeira, desde que avaliada e trabalhada sob estes princípios científicos, poderá gerar grandes instrumentos, ou seja, não há mais motivos para que continuemos reféns das espécies já conhecidas.

Seleção de madeiras feliz  +  construção apurada =  instrumento rico.
Seleção de madeiras infeliz  +  construção apurada = instrumento pobre. Neste caso, se suficiente, é hora de se pensar em captadores que possam remediar a situação.

O Futuro da Madeira na Guitarra:

Madeira de reflorestamento é a nova ordem, solução indiscutível, fato amplamente ventilado por todo planeta. Mas paralelamente, ao meu ver, ainda há um passo bem mais importante para se dar; Precisamos aprender a "reciclar" aquilo que já se encontra disponível. 
Restos, sobras úteis e legais. Com isto, damos um basta ao desmatamento. Ganhamos tempo para que surjam novas áreas de plantio, plantio alternado, programas de sustentabilidade, e até para que se renovem os espaços devastados pela execrável ganância do ser humano.

Projeto e Ecologia:

Com desenho próprio, que unifica plástica à performance, de dimensões concentradas, e com foco nos segredos da densidade, o modelo objetiva explorar ao máximo as vantagens dos conceitos físicos aplicados. 
No guitarra do vídeo, temos: (https://www.youtube.com/watch?v=4u2zXGR6syw)
Braço em Cedro (480kg/m3 a 14% de umidade) e corpo em Pinus Elliottis (400kg/m3 a 14% de umidade), ainda sem acabamento de pintura, escala em Rosewood, 22 trastes jumbo-médios que depuram os timbres, hardware Gotoh, captação tipo Paf produzidos artesanalmente, com head-stock 4x2 escolhido por voto popular via FaceBook.
Tudo isso feito com "madeira de refugo".
Desprovida de complicações, com tudo simples, mas dizendo o que deve dizer uma boa guitarra.
Em visitas à diversas carpintarias do estado, empenhei-me pela procura de sobras, restos legais de madeiras brasileiras que não teriam qualquer utilidade prática nestes estabelecimentos, prontas para servir como lenha, literalmente. 
O demais resumiu-se à secagem, usinagem de reaproveitamento e aplicação dos conceitos técnicos dos quais falamos.
A iniciativa acrescenta mais sentido ao exclusivismo inerente à arte da luteria.
Por ser impossível repetir as madeiras, jamais haverá uma guitarra exatamente igual a outra, enquanto a excelência dos resultados, com base em nossos estudos aplicados, será constante.
Pessoalmente não acredito mais na antiga proposta da guitarra sobre encomenda.
A espera gera expectativa e ansiedade, predecessoras naturais de uma provável frustração para ambas as partes.
Sou adepto do "experimentou, gostou, levou". Rápido, prático e extremamente honesto.
Escapando do corporativismo sem conspurcar a essência da arte.
Como felizmente tudo na vida se renova a cada instante, creio que a proposta para a arte da luteria também deva submeter-se a uma transformação, para o bem de sua própria sobrevivência.

O Desafio: Desmistificar:

Mostrar que, aquilo que define uma grande guitarra - ou contrabaixo - não é a espécie, a nobreza, o exotismo ou o luxo da madeira, tampouco a alta tecnologia agregada e sim o simples, bem disposto e resolvido com razões fundamentadas, sem dependência de velhas fórmulas que aprisionam a criatividade.
Repito: O nome científico, o tipo da madeira utilizada não importa. O que realmente conta são as propriedades e características físico/orgânicas da madeira elaborada e suas combinações, tudo isto somado à uma ciente mão de obra.
Este é o segredo. Isto é arte.

A Mensagem:

Por experiência posso garantir que todo aquele que pensa que controla, domina e conhece alguma coisa por completo, ainda não despertou, e lá no fundo da alma, convive constantemente com o medo e a incerteza.
Graças a Deus, ainda estamos aprendendo.
Gostaria de esclarecer que só estou acendendo uma luz numa sala escura que já estava de portas abertas. Faz tempo.
Com estudo sério e trabalho duro, através da arte da luteria, ofereço o que tenho de melhor para a profissão que deverá prosseguir, mesmo quando eu não mais estiver por aqui.
Terei assim efetivado minha parcela de contribuição para com a obra do Divino, meu tributo a Deus a Quem devo simplesmente tudo.

Para Meditar:

Quem pensa ou fala demais, não tem tempo para fazer.
Faça sem medo de errar.
Se vc. não "faz", as coisas não vão acontecer só porque vc. "acha".

SERGIO BUCCINI .




sábado, 27 de agosto de 2011

NORMAS DA OFICINA: INFORMATIVO

Amigo cliente,  seja bem vindo.

Optando por nosso trabalho, alem do serviço necessário,  você também receberá a energia do carinho pelo instrumento, respeito por quem o usa, e as Bênçãos de DEUS que nos permite exercer a arte da Lutheria com amor,  por meio deste encontro.

Importante saber:
Ao deixar seus instrumentos aos cuidados de Sergio Buccini você optou por mais de 20 anos ininterruptos de experiência profissional no ramo da Lutheria.
Nota: Toda mão de obra relativa aos serviços executados dentro desta oficina é de autoria e responsabilidade exclusiva do Luthier Sergio Buccini.

NORMAS DA CASA:

A) Orçamentos são fornecidos sem compromisso somente mediante apresentação pré-agendada do instrumento em questão.
Uma vez aprovado pelo cliente, o instrumento entrará para uma ordem de serviço, sendo assim estipulado o prazo de entrega em comum acordo.
À critério do Luthier Sergio Buccini, sempre visando o melhor resultado, o referido prazo de entrega deverá ser previamente combinado entre as partes, mas poderá ampliar-se mediante eventual necessidade por parte do instrumento, ou, excesso na demanda pelo serviço da oficina. (Vide Nota Acima)
Para retirar, basta ligar e marcar. Sempre.
O instrumento não poderá ser retirado sem teste e o devido acerto estipulado pelo orçamento.
ATENÇÃO:
A partir de 2011, instrumentos que depois de prontos forem deixados por mais de três meses na oficina, serão doados para instituições de caridade.
B) Ao dar entrada com seu instrumento, atualize seus dados cadastrais para que haja eficiência e rapidez na comunicação sempre que necessário.
C) Durante o atendimento na oficina, relate em detalhes a situação atual do instrumento.
D) Com a finalidade de não comprometer o resultado do serviço depois de executado, solicitamos a prévia definição do padrão da afinação a ser usada assim como o calibre das cordas.
E) O jogo de cordas, mesmo que indicado pela Lutheria, deverá ser  fornecido pelo cliente, pois o estabelecimento não faz qualquer tipo de comércio.

Nosso Objetivo:
Do mais simples ao mais complexo dos  serviços, nosso objetivo primordial é apurar o máximo de qualidade no resultado.

Itens básicos obrigatórios trabalhados em cada serviço nesta oficina, independendo da situação:

1- Alinhamento de braço na mesa de desempeno.
2- Prensagem de trastes.
3- Correção do perfil dos trastes. (técnica/lima diamante)
4- Polimento de trastes.
5- Limpeza e hidratação da escala.
6- Revisão, limpeza e adequação da parte elétrica.
7- Revisão, limpeza e ajuste de hardware e capotraste.
8- Regulagem final, ajuste fino e sintonia de todo complexo de funcionamento do instrumento em questão.
9- afinação final conferida por strobosoftware.

Ao retirar o instrumento, faça o teste de aprovação junto do Luthier.
Lembre-se de que madeira é um elemento orgânico podendo apresentar comportamento instável e reagir diante às mudanças de temperatura, umidade relativa do ar, etc,  causando alterações sobre o resultado apurado pelo serviço em questão.
Caso isso ocorra, não se aflija, é normal e bastante comum.
Você tem de 7 a 10 dias, desde a data de retirada do instrumento, para nos comunicar e receber o reajuste necessário como suporte gratuito.

NOTA:
Salvo o suporte técnico mencionado acima, por motivo de zelo profissional, esta oficina não realiza trabalhos superficiais.
O famoso “tapinha” para se usar ou vender o instrumento é absolutamente fora de questão.
Grato pela preferência .